Um problema binacional.

14 de agosto de 2010

Ele nunca deixou de ser um problema social.

Na China era somente mais um na massa de 800 milhões de miseráveis que insistem em fazer força para tentar ao menos um pouquinho frear o gigantesco crescimento econômico do país. Do outro lado do mundo ele não era maior que uma cifra, um número estatístico, um dígito que os governantes, enfim, arrumaram uma solução para diminuir.

Na Argentina ele continua um problema social.

Assim como ele, existem outros milhares de amarelos-de-olhos-puxados que cruzaram o mundo para ser um problema social argentino. Hoje eles trabalham em restaurantes chinos, oficinas, ópticas, armazéns… E é certo que ocupam empregos que poderiam ser exercidos pelos próprios argentinos, ou mesmo bolivianos e peruanos que enchem as ruas e aumentam as estatísticas do emprego informal no país.

O nosso herói se instalou em uma lavanderia na rua México e ganha a vida lavando, secando e passando roupas de argentinos a míseros 9 pesos por cada sacola- o que, sem sombra de dúvida é bem que mais que os iuans que ganhava em Pequim ou Xangai. Seu vocabulário castelhano pode ser totalmente preenchido em poucas linhas de uma folha de caderno: palavras como “bolsa”, “mañana” y “límpio” são as mais utilizadas; e também numerais como “doce” u “once”. Pedir pra falar “diecinueve” é crueldade.

No local onde armazena as roupas já lavadas e que aguardam seus donos com os “tickets” – outra palavra que ele domina – uma televisão e um DVD matam a saudade a terra pátria com filmes falados e legendados em mandarim.

Porque até os problemas sociais sentem falta de casa.

Um Olhar Sobre Argentina – Parte final.

13 de agosto de 2010

Entender a história argentina, tentando comparar com a nossa, esbarra em profundas diferenças, das quais se destaca o culto às personalidades. Enquanto aqui os cadáveres ilustres espalham-se pela imensidão do território, transformando-se em pontos de visitação regionais, lá em Buenos Aires parece que há uma maior concentração.

A visita ao Cemitério da Recoleta, bairro nobre da capital portenha, transforma-se numa caminhada estafante obrigando a leitura dos nomes perpetuados nas lápides que se sucedem, adjacentes, cada qual tentando ser maior e mais imponente que a outra, como se disputassem um campeonato de importâncias póstumas.

Não pude deixar de vislumbrar o conjunto como uma espécie de condomínio fechado de generais, banqueiros, governantes, ministros, e também educadores e cientistas, alguns com suas respectivas famílias, proeminentes figuras da História. As alturas das construções, variadas, mais ou menos majestosas, algumas atingindo o correspondente a prédios de três ou quatro andares, é qualquer coisa de inacreditável!

Costumamos dizer que quem vai a Roma e não vê o Papa, na verdade não foi. Quem vai ao cemitério da Recoleta e não visita a “residência” da Família Duarte, então volte e veja.

Até que em termos de aparato é uma das construções mais modestas entre todas, mas as paredes cravejadas de placas em bronze, com um desfilar de homenagens de trabalhadores, seja através de suas organizações de classe, seja por demonstrações individuais, comprovam o quanto Evita foi amada e continua cultuada entre seus cidadãos.

É fácil encontrar o local, basta perguntar ou apenas observar onde estão concentrados os visitantes, as fotos são quase obrigatórias, nem nós, os estrangeiros, conseguimos ficar indiferentes à marca da História.

Carlos Gardel não está lá. Sua morada última é outra. Nasceu na França (ou no Uruguai?) e morreu na Colômbia, com apenas 45 anos de idade, em um desastre de avião. Argentino de coração e história, “reside” atualmente no Cemitério de La Chacarita, bem mais popular, em Buenos Aires. Lá não fui por falta de tempo.

Ícone. Gardel é o tango. Para os argentinos, o tango significa, aproximadamente, o que é para nós o samba. Pois que nasceu nas classes menos afortunadas, expressão dos desvalidos e reinava nas zonas boêmias. Nenhum par, letra e melodia, expressa de forma mais verdadeira o que habita um coração argentino. Tragédia, emoção, lembrar do tango provoca lágrimas que vertem sangue. Talvez por isso sua tristeza intrínseca cause em nós tamanha veemência.

Não conheci, até hoje, nenhum brasileiro que não se comova ao ouvir um tango. Se existir alguém assim, que fique no seu anonimato, na sua mediocridade ou, para ser mais amistoso, na sua ignorância. Não deve ser gente que presta, como brasileiro que não gosta de samba, já dizia o poeta musical, ou é ruim da cabeça ou doente do pé. Se não gostar do tango é porque não tem coração, ou se tem, é porque não passa de um mero órgão, fundamental para sobreviver e durar, mas simples acessório para viver.

Muito comum passar, não só nas lojas de discos, e ouvir no fundo um tango, é como se fosse uma trilha sonora. Direto na mente, sempre lembrando que estamos na Argentina. Tão recorrente é o apelo que o visitante não resiste, põe na cabeça que, ou assiste uma apresentação de Tango ou não conheceu Buenos Aires.

A escolha do que assistir é difícil, tantas as ofertas. Muitas das quais com aquele cheiro de coisa pronta embalada para turistas, com mais visual e menos emoção. Tivemos sorte, quase por acaso, no bairro de San Telmo, berço de Buenos Aires, muito parecido com Santa Teresa lá no Rio ou Santa Teresa em Belo Horizonte. Lá encontramos uma casa de nome “Parrilla La Rosalia de San Telmo”, cujo endereço é EE.UU. nº 482. O E,E.U.U é uma forma criativa de dizer que a rua se chama Estados Unidos.

O preço é bem razoável, o trio musical de tango é formado por um contrabaixo acústico, teclados e bandoneon, todos pilotados por jovens cultores do tango tradicional e contemporâneo, dois casais de dançarinos de altíssima categoria, esbanjando sensualidade e um cantor, com cabelos pretos penteados para trás como se usasse gumex, olha, que convence… Aliado ao serviço de primeiríssima qualidade e sem afetações, com muita cordialidade e simpatia, a casa merece uma visita. Se quiser jantar, também pode, mas é comida pra almoço e janta…

O outro contato com o tango deu-se numa ida ao tradicional e histórico “Caminito”. Muito interessante, muito típico, mas… não aprecio muito os lugares “turísticos” em que os “turistas” são abordados como se fossem a salvação da lavoura da economia local e acaba que não se sentem à vontade. Lembrei-me do Pelourinho, em Salvador, onde fui abordado a cada segundo para comprar alguma coisa que fosse, num processo que, no fundo, me pareceu uma espécie de achaque. Significando, entre outras coisas, molestar, o nativo acha que está sendo simpático, mas não está, está apenas enchendo saco e perde a oportunidade de mostrar que sua cidade é, antes de tudo, hospitaleira.

Os parques, maravilhosos, amplos, arborizados, são museus naturais abrigando esculturas e museus de altíssima categoria, como o Nacional, com obras dos mais importantes artistas da história mundial das artes plásticas, e o da América Latina, onde tive a oportunidade de ver, ao vivo e em cores, por exemplo, o “Abapuru” de Tarsila do Amaral.

A Catedral, que na fachada não tem cara de catedral, com várias pequenas capelas, uma ao lado da outra, com santos para todos os gostos e crenças. Inclusive São João Nepomuceno, padroeiro da minha cidade natal, no interior de Minas Gerais.

O metrô, o mais antigo da América Latina, integra-se ao sistema de ônibus e as caminhadas a pé, acessando os vários pontos da cidade. Curiosamente, as passagens de ônibus são pagas em caixas que só aceitam moedas metálicas, obrigando aos usuários a valorização das mesmas, tem como ponto negativo a extinção dos empregos de cobradores, num país com sérios problemas de desemprego para as classes menos favorecidas. As ruas, é verdade, estavam sujas, mas não sei se era por causa das festividades que atraíram as multidões, deixando lixos acumulados, não sei se é assim sempre, espero que não.

A visita ao bairro La Boca, onde se situa La Bombonera e o campo do Boca Juniors, revelou a pobreza, com casas misturando paredes metálicas, coloridas muitas com o azul e o amarelo, como um preito à enorme e avassaladora paixão pelo clube do coração.

No mais, muito consumo, típico de uma cidade turística que não depende de estação. Cafés, restaurantes, carnes, vinhos, assuntos aos quais não dedico particular atenção. Pra quem gosta, aproveitem.

Sinto-me, depois dessa breve estadia, como que, armado com uma tesoura, tivesse rompido a imaginária linha de Tordesilhas que me separava dos hermanos. Deixo Buenos Aires compreendendo melhor o povo, o país e sua trágica e magnífica História.

Belo Horizonte, 08 de Junho de 2010.
Paulinho Pavaneli.

* Paulinho Pavaneli é pai de 3 homens – um de cada time – mas bem que gostaria de ser pai de alguma menininha. Como isso não ocorreu aposta as fichas numa netinha. Além do mais é formado em engenharia civil, mas depois das publicações de “Corredor da Morte – Jesus está chamando” e “02 cabeças 20 sentenças” – em co-autoria com Zé Rogério – gosta de ser tratado como escritor.

Um Olhar Sobre Argentina – Parte II

4 de agosto de 2010

Comecemos pelo segundo.

Militar que viveu de 1843 a 1914, Roca liderou o movimento que ficou conhecido como a “Campanha do Deserto”, e foi imortalizado com sua efígie na nota de $ 100 (cem pesos). Tido como herói nacional do tipo Desbravador, na verdade Roca comandou uma espécie de campanha de purificação étnica, nas regiões da Patagônia e do Charco, na qual tombaram cerca de vinte mil pessoas.
Três mil índios foram aprisionados e levados para Buenos Aires, onde foram separados por sexo, para não gerarem filhos, contribuindo assim para a extinção da raça.

Um genocida homenageado?

Não dá! Não deu.

A professorinha, que não tem nada a ver com aquela do Ataulfo Alves no seu pequenino Miraí, ao tentar justificar sua homenagem declarou: “Você pode questionar o General Roca. Mas graças a ele, nós, os alemães, estamos vivendo aqui em General Campos”.

Curiosamente, essa espécie de precursor hitlerzinho batizou uma competição de futebol entre Argentina e Brasil, conhecida como “Copa Roca”. Disputada no período entre 1914 e 1976, em suas 11 edições deu como resultado: 7 vitórias brasileiras, 3 vitórias argentinas e 1 empate. Bem feito!

O outro, Galtieri, pra quem não se lembra, foi um general e ditador argentino, que viveu de 1926 a 2003.

Presidiu a Argentina entre dezembro de 1981 e junho de 1982. Tempo curto, mas suficiente para provocar uma das maiores cagadas da história do país, pois, tentando desviar a atenção sobre as atrocidades cometidas pela ditadura intestina, declarou guerra ao desmoralizado Império Britânico, que só mantinha a posse das Ilhas Malvinas, argentinas estupradas pelos ingleses, como única remanescente dos tempos imperiais.

Só que, com isso, condenou à morte quase 700 compatriotas que entraram, literalmente, numa gelada. Homenageados em praça pública, seus nomes e sobrenomes estão imortalizados em memorial.

Salvar uma ditadura sanguinária com mais sangue?

Não dá! Não deu.

A professorinha, que não tem nada a ver com aquela do Ataulfo Alves no seu pequenino Miraí, e que por isso não deixará saudades, ao tentar justificar sua homenagem declarou: “Foi ele que enfrentou os ingleses para recuperar as Ilhas Malvinas. Não foi um ato heróico?”

Acho que o país irmão deveria prestar mais atenção na formação de seus docentes, pois não?

As ligações históricas entre fatos passados e recentes constroem uma ponte entre a separação dos índios promovida por Roca, visando claramente à extinção dos povos originários, com a separação das mães de seus filhos na ditadura militar que, além de dizimar adversários, paralelamente montou um esquema de opressão para ganhar a Copa do Mundo de 1978. Que o diga o técnico Menotti, elegante, que um dia declarou que, se não tivesse vencido a Copa, sei não…

Em nada passa a idéia de que, para relatar fatos mais recentes, se deva passar uma borracha sobre fatos mais antigos, quando as motivações guardam semelhanças. A publicação “Abuelas de Plaza de Mayo”, em sua edição do Bicentenário em 2010, é definitiva em sua declaração:

“Durante la “campaña al disierto”, El Estado argentino masacró a miles de indígenas, usurpó sus tierras y esclavizó a sus hijos. La dictadura, um siglo más tarde, hizo desaparecer a 30 mil dissidientes políticos y se aproprió de sus hijos, pero com um plus de perversidad, pues pretendió cambiarles la historia”.

Realmente, para um visitante estrangeiro, é muito difícil ficar indiferente ao movimento das mães e avós, pois que supera ideologias, nasce no âmago da própria razão de ser da vida humana, que é sua perpetuação como espécie, como continuação, de avós para mães para filhos, apenas de acordo com o desenrolar da história da Humanidade.

Se não for isso, o que seria a razão maior de nossa passagem por esse mundo? Estamos aqui numa interminável corrida de revezamento, percorrendo nossa trajetória e passando o bastão para os descendentes, enquanto houver vida no planeta.

Um olhar sobre Argentina – Parte I

23 de julho de 2010

Em Maio, na época do Bicentenário da Revolução de Maio – processo político que culminou com a Independência da Argentina em 9 de Julho de 1816 – meus pais vieram passar um dias na cidade portenha. No último dia da viagem pedi pro meu pai escrever sobre o que achou dos nossos vizinhos. Vou postando assim, aos poucos, como ele me mandou.

Um Olhar Sobre Argentina

Por Paulinho Pavaneli

As informações que colecionei sobre a Argentina, ao longo de toda a vida, mesclavam tragédias e paixões arraigadas em todos os sentidos. Desde menino, sabia de Peron e Evita. Adolescente, do tango e Gardel. Adulto, de Piazzola e Maradona. Agora, na tal de “terceiridade”, aprendi que antes, sobre a história do país, tinha apenas informações esparsas, como se fosse um álbum sempre incompleto, no qual faltavam figurinhas importantes e para mim desconhecidas.

Aqui no Brasil, de certa forma, fomos educados em uma cultura histórica separada da América Latina, como se o Tratado de Tordesilhas nos impusesse desde cedo um olhar enviesado e até mesmo preconceituoso sobre nossos vizinhos.

Minha primeira viagem ao país da prata causou-me variadas impressões. Coincidindo com o Bicentenário do estopim do processo de emancipação da Coroa Espanhola, ocorrido no dia 25 de maio de 1810, caminhar em Buenos Aires foi um tropeçar constante e ininterrupto na História, como um chamamento a todos, inclusive aos estrangeiros por acaso ali presentes.

Até a Mãe Natureza participou ativamente, abrindo o olho do sol amarelo no céu azul celeste e nuvens brancas, como se derramasse as cores da bandeira do país sobre todos.

Num passeio o susto pela imensidão da Avenida 9 de Julho, data comemorada como sendo da Independência proclamada em 1816, e sua largura, que atravessava com preocupação, esperando o sinal abrir para a multidão perpendicular aos carros e ônibus. Fechada em grande parte para as festividades, milhares de pessoas podiam apreciar ao seu largo, dispostos em série, colocados um ao lado do outro, inúmeros stands com as produções artesanais de todas as regiões, como se toda a Argentina dissesse presente.

O primeiro impacto, com os painéis referentes ao Movimento das Mães e Avós da Praça de Maio, causa emoção, que de tão forte quase leva às lágrimas.

Estão postas ali as fotografias de centenas de desaparecidos, entre os quais mães que militaram na resistência à sanguinária ditadura militar dos anos setenta e oitenta do século passado. Mães que tiveram seus filhos, nascidos nos cárceres, seqüestrados pelos raivosos generais e demais patentes militares, e entregues para adoção de cidadãos que compactuaram com o regime em toda a dimensão de sua vilania e estupidez.

Os jornais noticiaram que cerca de dois milhões de pessoas compareceram às festividades, no dia 25, o que mais ou menos empata com o fim de ano na praia de Copacabana.
Só que, em vez de simples apreciação, brindes com champanha e deleite com os fogos de artifício, da solenidade argentina emanava um forte e emocionado sentido patriótico. Em dificuldades pela crise econômica, a multidão ainda assim, ou talvez por isso mesmo, cantava com emoção o hino nacional.

Os prédios antigos, a grande maioria de inegável beleza arquitetônica, somavam-se aos mais novos, fazendo o papel de paredes para exposição de centenas e centenas de bandeiras argentinas que, certamente, continuarão enfeitando a paisagem até bem depois de encerradas as festividades, pois que se prestarão ao evento da Copa do Mundo na África do Sul, que os argentinos estão encarando como uma espécie de “vencer ou vencer”. Maradona deu uma declaração dizendo que, se os argentinos forem campeões, ficaria nu desfilando em volta do Obelisco, o que provocou a reação de um gozador colunista argentino: “sendo assim, prefiro um segundo lugar digno”.

A Praça de Maio, portentosa, abriga várias construções importantes historicamente, como a Casa Rosada (sede do Governo), a Catedral, o Cabildo, o Banco da Nação, entre outros. É local de visitação obrigatória, não só para turistas, mas principalmente para as crianças em idade escolar, orientadas pelas professoras que ministram aulas de História ao vivo e em cores, caminhando de um a outro prédio, como se fosse uma caravana do conhecimento do passado como aprendizado importante para o presente e o futuro.

Se conhecer o passado é fundamental para todos os povos, é receita de vida para os argentinos. Daí depararmos, nos informes de televisão e nas notícias de jornais, a cada segundo, a cada página, com fatos históricos recentes acoplados com referências aos ocorridos em tempos idos, como se fosse um exercício de cidadania permanente.

Nas festividades, as escolas de todo o país relembravam os vultos históricos que escreveram a História ao longo dos anos. Em uma escola do interior, as crianças portavam cartazes com os nomes de personagens. Uma professora resolveu, por seu livre arbítrio, colocar, nas mãos de duas crianças, os nomes de Leopoldo Fortunato Galtieri e Julio Argentino Roca.

Foi o maior barraco.

Ele apareceu.

20 de julho de 2010

Depois de uns bons dias que ele foi inteiro coberto por um pano cinza e sem graça, eis que o céu celeste está de volta! Veio inteirinho assim, como se nada tivesse acontecido, e pintou de novo as cores do teto portenho de azul. No rádio dizem que o frio ainda continua, – agora são uns 7 graus de manhã – mas não importa. Aqui do alto a sensação é de calor tropical.
O sol argentino é figura conhecida e re-conhecida em qualquer desses rincões do mundo. Está inclusive na bandeira do país, olhando pelos seus compatriotas durante todo o dia. A noite se esconde, e é aí que o bicho pega.
Dizem que o Gral. Belgrano – apenas mais um de tantos mártires argentinos que saíram dos porões do Exército – olhou pra ele antes de uma das batalhas. O sol piscou para o General, eles venceram a guerra e Belgrano botou o sol na bandeira.
Dizem também que a figura que está no centro da Bandeira é o Sol de Mayo, mês mais que mítico para os argentinos, mês de Revolução.

Olha el aí.

***
Eu sobrevivi. Às temperaturas negativas; a dias seguidos de muito frio e vento; e dias feios e nublados. E torci também pra nevar, o que é um fenômeno meteorológico raro na capital argentina. A última vez foi dia 9 de Julho (dia da Independência) de 2007. E antes disso havia mais de 80 anos. Não nevou.


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